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Jonny Butcher tem 29 anos, mora em Norwich, na Inglaterra, e vive com esclerose lateral amiotrófica — doença que, progressivamente, vai limitando os movimentos do corpo. Ele torce para o Norwich City e, por conta de sua esposa Ana Clara, natural de Curitiba, também passou a acompanhar o Coritiba Football Club tarde da noite, do outro lado do oceano, assistindo aos jogos do Couto Pereira a mais de 9 mil quilômetros de distância.

Quando a doença tornou impossível viajar até o estádio, o Coritiba foi até ele — à sua maneira.

Durante uma partida no Couto Pereira, os jogadores entraram em campo carregando uma faixa com a mensagem "Sua força nos inspira. Estamos unidos" e vestindo uma camisa especial com o nome de Jonny e um girassol, símbolo de conscientização sobre doenças raras. Seu cunhado, Lucas Espinoza, representou Jonny e a família dentro do estádio. As camisas usadas foram destinadas à família e a uma organização de apoio a pessoas com doenças raras.

A história circulou pela imprensa esta semana — e vale atenção não apenas pelo gesto humano, mas pelo que ela revela sobre o papel que clubes de futebol podem exercer fora das quatro linhas. O Coritiba coordenou equipe de futebol, comunicação, patrocinadores e parceiros comunitários em torno de uma causa comum. Transformou um dia de jogo em algo que transcendeu o resultado.

Para quem trabalha ou quer trabalhar no esporte, essa iniciativa é um caso concreto de como a gestão de clubes pode criar valor — para torcedores, para parceiros comerciais e para a comunidade — muito além da tabela de classificação. O futebol como plataforma cívica não é retórica: é uma competência que se constrói, e o Coritiba acaba de dar um exemplo do que isso significa na prática.

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