A Copa do Mundo de 2026, que acontece nos Estados Unidos, México e Canadá, promete ser o maior evento esportivo de todos os tempos — mas quem quiser assistir pessoalmente vai pagar um preço recorde por isso. Os ingressos desta edição estão, em média, duas vezes mais caros do que os da Copa do Qatar 2022 e quatro vezes mais caros do que os da edição de 1994, já descontada a inflação. O ingresso mais barato para a fase de grupos custa US$ 200, enquanto o mais acessível para a final sai por US$ 2.030.
Os números foram levantados pela newsletter americana SatPost, do jornalista Trung Phan, com base em dados de The Economist. Além dos preços de entrada, a FIFA adotou um modelo de preços dinâmicos que já elevou o valor de 95 das 104 partidas previstas — com alta média de 34%. A entidade ainda retém 15% de comissão sobre cada revenda de ingresso, cobrando tanto do comprador quanto do vendedor.
A estratégia tem um objetivo claro: maximizar a receita. A FIFA projeta arrecadar US$ 3 bilhões somente com ingressos nesta edição — o triplo dos US$ 1 bilhão obtidos no Qatar —, o que representará cerca de 27% da receita total estimada em US$ 11 bilhões. Para efeito de comparação, nas edições anteriores os ingressos respondiam por apenas 10% a 15% do faturamento total.
Para os torcedores brasileiros, o impacto é ainda mais direto: acompanhar o Brasil nos três jogos da fase de grupos custaria, em média, US$ 3.800 — o time mais caro de seguir entre todas as seleções participantes, à frente de Portugal, Escócia, EUA e Argentina.
A experiência de compra também gerou críticas. Este é o primeiro ano em que a FIFA assumiu diretamente o controle da plataforma de venda de ingressos, e os problemas técnicos foram frequentes. Para Trung Phan, a situação resume um dilema familiar aos fãs de futebol: a experiência é ruim, mas a Copa continua valendo a pena.
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