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O EXAME Esportes reuniu ontem, na sede da revista em São Paulo, executivos de marcas, entidades, atletas e agências para discutir o que vem depois das bets no marketing esportivo brasileiro — e o futebol feminino ocupou lugar central na agenda.

O pano de fundo é um setor em transição. Segundo dados da Sports Value, as receitas de patrocínio no esporte nacional saltaram de R$ 1,4 bilhão em 2022 para R$ 3,2 bilhões nos últimos anos, impulsionadas em grande parte pelos contratos com casas de apostas. Com a Medida Provisória que proíbe as bets no país, o mercado agora busca alternativas sustentáveis de investimento — e o futebol feminino aparece como um dos caminhos mais concretos.

Gal Barradas, Diretora Executiva de Receitas e Marketing da Copa do Mundo Feminina FIFA 2027, foi uma das vozes do evento e trouxe os números que explicam o interesse crescente do mercado: a audiência televisiva do futebol feminino cresceu 14%, alcançando 56,3 milhões de pessoas, enquanto a final do Brasileirão, no início de outubro, registrou público recorde de 49.405 torcedores. A CBF, por sua vez, expandiu o calendário nacional da modalidade em 79% — chegando a 712 jogos anuais — e planeja investir R$ 685 milhões no setor até 2029.

Além da discussão sobre o futebol feminino, o evento reuniu CMOs de General Motors, Mastercard, BTG, iFood e Adobe, além de representantes da Kings League, NFL, COB e da FPF, para debates sobre novos modelos de patrocínio, profissionalização das entidades e o papel dos formatos alternativos de entretenimento esportivo.

A cobertura completa está nas plataformas da EXAME, para quem trabalha com ou quer trabalhar no esporte e precisa entender para onde o setor está se movendo.

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