A profissionalização da indústria do esporte está mudando o perfil de quem entra no setor – e o recado é direto: não basta “gostar de esporte”. Trabalhar na área exige formação polivalente, domínio de tecnologia e capacidade de ler dados para tomar decisões. Essa é a principal mensagem da entrevista com Andreu Camps, diretor do Grau em Gestão e Digitalização no Esporte da Euncet Business School, publicada pelo site Palco23.
Camps argumenta que clubes, federações e empresas esportivas buscam hoje profissionais que entendam as especificidades do sistema esportivo, mas que também sejam gestores capazes de atuar em governança, planejamento estratégico e uso de dados. Ele fala em “perfis híbridos”: gente que conhece ferramentas de gestão empresarial e sabe adaptá-las a um ecossistema próprio, com dinâmicas políticas, regulatórias e emocionais diferentes de outros mercados.
A entrevista destaca ainda três frentes em que a digitalização acelera a demanda por novos perfis: conhecimento profundo do torcedor/cliente, experiência de consumo (em estádios e no digital) e uso de dados para personalizar treino, saúde e desempenho. Isso abre espaço para funções como tecnólogo aplicado ao esporte, analista de desempenho com domínio de big data, especialistas em comportamento de fãs e profissionais de marketing focados em conteúdo e fan engagement.
Para quem está começando, Camps lista algumas habilidades essenciais: mente aberta, formação multidisciplinar, idiomas e fluência em novas tecnologias. E reforça a importância de uma formação universitária que saia do modelo genérico e conecte empresa, esporte e tecnologia, com práticas obrigatórias em clubes e organizações esportivas.
A entrevista completa com Andreu Camps pode ser lida em espanhol em Palco23: “trabajar en el deporte exige hoy una formación polivalente y dominio de la tecnología”.
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